Curso de Literatura de Cordel
09 DE abril DE 2015Monteiro definiu a literatura de cordel como uma poesia popular, “em que o poeta canta suas histórias em um formato épico.” A primeira parte da aula foi um panorama histórico e humanístico, que discutiu o papel da arte na sociedade, o que é poesia, a definição do conceito popular, as diferenças entre conteúdo e forma.
Depois, a primeira aula do curso avançou definindo características do cordel: uma temática próxima da realidade do povo, linguagem simples e direta, produção manual e distribuição feita na base do boca a boca. Também foi falado sobre algumas das regras que existem para o cordel. Entre elas, o formato rimado, que pode ser em quadra (quatro versos), sextilha (seis versos), sétima (7 versos) e décima (10 versos).
Monteiro explica que sua companhia, a Confraria da Paixão, foi criada para pesquisar o teatro popular e a cultura brasileira. Ao todo, já montou 21 espetáculos, sendo nove deles dedicados a literatura de cordel. Ao longo da vida, o autor já publicou 50 folhetins de autoria própria e dois livros sobre a história deste formato. “A elite nos ensinou os seus valores e não a arte popular. É como se estivesse negando ao povo a sua sensibilidade. Meu trabalho tenta jogar luz sobre essa cultura, que é rica e bem diversa”, finalizou.
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