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Biblioteca Parque Villa-Lobos

Segundas Intenções entrevista a escritora Eva Furnari

20 DE outubro DE 2021

Conheça a carreira da escritora e ilustradora com mais de 40 livros publicados
e ganhadora dos mais emblemáticos prêmios da literatura infantojuvenil, entre eles sete Jabutis


Em comemoração ao mês da criança, o programa Segundas Intenções, realizado no dia 18 de outubro, recebeu a escritora e ilustradora Eva Furnari. Em um bate-papo descontraído com o jornalista Manuel da Costa Pinto, a escritora contou como foi o seu ingresso na carreira, os aprendizados e os desafios da profissão. Sua vasta obra, com mais de 40 livros infantojuvenis publicados, que juntos somam três milhões de exemplares vendidos, recebeu os mais consagrados prêmios de literatura do país, entre eles sete Jabutis.

O interesse de Eva Furnari pela ilustração surgiu ainda na infância. Criança tímida, com dislexia e alto grau de hipermetropia, Eva tinha dificuldade na leitura de textos, concentrando sua atenção nas imagens. “Em casa eu tinha livros que minha mãe trouxe da Europa com ilustrações belíssimas, o Pinóquio é um que guardo até hoje. Como eu não conseguia ler, via as gravuras e ficava inventando as histórias na minha cabeça e aí comecei a fazer os meus próprios desenhos aos seis anos e nunca mais parei”, conta.

Formada em arquitetura e dando aulas de artes no Museu Lasar Segall, Eva só percebeu que poderia transformar o seu dom em trabalho quando a filha nasceu e passou a comprar livros infantis, na década de 1980. “Nessas andanças descobri uma livraria alemã, que vendia livros sem texto. Aí pensei: ‘Isso é algo que sei fazer.” Sem experiência na área e muita coragem, encaminhou quatro exemplares para avaliação na editora Ática e para sua surpresa os quatro títulos foram publicados. São eles: Todo dia, De vez em quando, Cabra-cega e Esconde-esconde.

Dez anos depois, as histórias de Eva ficaram mais complexas e filosóficas, sendo impossível expressar todo o conteúdo somente com ilustrações. “Então me vi na contingência de escrever, só que eu não tinha familiaridade com a escrita e com as palavras, mesmo assim fui lá, fiz e deu certo. Mas eu sabia que não tinha a mesma maturidade da imagem com o texto, então fui atrás do prejuízo, comecei a ler e fui aprender a escrever.”

Eva acredita que seu trabalho recebeu grande influência dos livros policiais que a família lia reunida durante a sua infância. “Apesar de não ser considerada uma literatura nobre, os livros policiais possuem uma excelente narrativa, muito bem estruturada, inteligente, com suspense, tramas, tudo o que prende a atenção do leitor e eu trouxe um pouco disso para os meus livros.” Já nas artes visuais, a ilustradora cita as obras sutis, delicadas e cromáticas do pintor e desenhista Paul Klee. Entre os próprios livros publicados, Assim assado (1991), Drufs (2016) e Felpo Filva (2006) são os seus preferidos. Veja a entrevista completa no link: https://www.facebook.com/BVLbiblioteca/videos/387401556376556.

 

 
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