Saiba como foi o processo de criação do divertido livro "Martelos"
19 DE abril DE 2021
O início de tudo deu-se em um restaurante, na capital paulista, onde Sílvia e Michel almoçavam. Ali esboçaram, em um guardanapo, o primeiro desenho sobre o livro. Os dois deram continuidade à ideia com divertidas visitas a estabelecimentos comerciais especializados em martelos na cidade. E se depararam com uma infinidade de funções, formatos e nomes para a peça, um indicativo de que estavam no caminho certo.
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Reprodução.[/caption]A construção de Sílvia e Michel (que também têm como paixão a arquitetura, além dos livros) transformou-se em uma apresentação com um resumo do que pretendiam, levada então a um terceiro autor, Fernando Vilela. Fernando cuidou não só da ilustração, mas também contribuiu com várias "desconstruções" do que pretendiam, brincam eles.
O tempo passou, e os três foram conduzidos a outros caminhos, além dos referentes ao livro. O "chamado" da obra veio com força, e o interesse de uma editora (a Ciranda Cultural) acelerou de novo o processo de desenvolvimento dessa verdadeira enciclopédia de martelos, suas funções e seus personagens.
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Da tipologia das letras até a identidade de cada figura relacionada à ferramenta, tudo foi sendo desenhado depois de intensa pesquisa e ajuste com o texto. Fernando cita, entre as referências nessa investigação, imagens de ateliês de escultores famosos (Constantin Brâncusi, entre eles), de um sino batido por um martelo e itens medievais, entre outras.
Sons (onomatopeias) e imagens se misturam e se complementam nas páginas do livro, ricamente ilustrado e colorido. Tudo para levar não só os pequenos, mas todos a fazerem descobertas sobre essa peça, que, salienta Stela, é quase um prolongamento do braço. E, quando em ação, transforma os objetos, a comida, a vida das pessoas, a arte etc.
O trio de criadores também ressalta a participação da equipe da editora no encaminhamento de decisões importantes para a finalização da obra. E se pode ser difícil para o leitor, ao chegar à última página, apontar seu trecho preferido no livro, Michel não tem dúvida em destacar que foi o sapateiro que ganhou seu coração: uma ligação direta com a memória afetiva de um tempo no qual se mandava consertar calçados ou colocar meia-sola. O "carinho" também é compartilhado por Sílvia, que ressalta o trabalho do artesão, dessas tarefas que são aprendidas e passadas de geração em geração.
Saiba mais sobre os participantes do encontro, abaixo, e acesse sempre as redes sociais e site para ficar por dentro das atividades em nossa programação:
Sílvia Zatz é escritora, além de ter desenvolvido trabalhos nas áreas de cinema e design de jogos. Escreve para adultos e crianças e, entre seus principais títulos, estão "O clube dos contrários" e "Planeta corpo". Mantém uma parceria literária de mais de dez anos com Michel Gorski, tendo escrito também livros a quatro mãos para diversos públicos, como "Por um triz - O enigma dos gnomos pigmeus", "Irerê da Silva" e "A mão livre do vovô", além de "O soprador". Facebook de Sílvia: https://www.facebook.com/silvia.zatz.
Michel Gorski é arquiteto, escritor e coeditor, com Abílio Guerra, desde 2007, de website sobre arquitetura. Atua no escritório Barbieri & Gorski Arquitetos Associados (Instagram: @barbierigorski). Junto com Sílvia Zatz, escreveu e publicou os livros "Por um triz – O enigma dos gnomos pigmeus", "Irerê da Silva", "A mão livre do vovô" e "O Soprador". Em parceria com Fernando Vilela, publicou "A menina da placa" e "Além da chuva".
Fernando Vilela é escritor, ilustrador de livros e artista visual. Pesquisador e professor de arte e de livros ilustrados atua no Binah Espaço de Arte (Instagram: @ateliebinah). De suas obras, publicadas em 11 países, destaca-se "Lampião & Lancelote", que recebeu dois prêmios Jabuti e um prêmio na Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha (2016). Sua mais recente criação com Michel é "Além da chuva". Vilela realiza exposições de arte no Brasil e exterior, e possui obras em coleções como a do Museum of Modern Art (MoMA), de Nova York, e da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Conheça mais sobre ele em www.fernandovilela.com.br e Instagram: @fe.vilela.
Stela Barbieri é artista, contadora de histórias, autora e educadora. Dirige o Bináh Espaço de Arte, um lugar de educação e invenção. Foi diretora de ação educativa do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, e curadora educacional da Fundação Bienal de São Paulo. Assessora, na área de arte e educação, várias escolas e museus em diferentes Estados do País. Publicou materiais educativos para instituições culturais, livros para professores e 25 títulos para o público infantojuvenil. Realiza exposições-espetáculo e ministra cursos de narrações no Brasil e no exterior. Bastante ativa nas redes sociais (Instagram: @stelabarbieri), Stela também conta com o site www.stelabarbieri.com.br.
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