O Leitura ao Pé do Ouvido apresenta poema de Álvares de Azevedo
16 DE maio DE 2023
O Leitura ao Pé do Ouvido de maio destaca o poema do livro Poemas Irônicos, Venenosos e Sarcástico, de Álvares de Azevedo
Link Domínio Público: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000088.pdf
O autor:
Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu na cidade de São Paulo, dia 12 de setembro de 1831. Filho de família ilustre, seu pai era Inácio Manuel Álvares de Azevedo e sua mãe, Maria Luísa Mota Azevedo, Manuel. Com apenas 2 anos, mudou-se com sua família para a cidade do Rio de Janeiro, local onde passou sua infância. Estudou no Colégio Stoll e no internato Pedro II, onde se destacou como aluno excelente. Em 1848, com apenas 17 anos, matriculou-se no curso de Direito da Faculdade de Direito de São Paulo, destacando-se pelo seu brilhantismo e engajamento. Fundou a “Revista Mensal da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistana”, em 1849. Em 1851, o poeta sofreu uma queda de cavalo, evento que favoreceu o aparecimento de um tumor na fossa ilíaca e, consequentemente, da tuberculose pulmonar, doença que o acompanhou até o final da vida. Álvares de Azevedo faleceu no Rio de Janeiro, dia 25 de abril de 1852, com apenas 20 anos. Curioso notar que um mês antes de sua morte, ele escreveu o poema intitulado “Se eu morresse amanhã”. A produção foi lida no dia do seu enterro pelo literato Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882).
Trecho lido:
Luar de Verão
“O que vês, trovador? — Eu vejo a lua
que sem lavor a face ali passeia;
no azul do firmamento inda é mais pálida
que em cinzas do fogão há uma candeia.
O que vês, trovador? — No esguio tronco
vejo erguer-se o chinó de uma nogueira...
Além se entorna a luz sobre um rochedo
tão liso como um pau-de-cabeleira.
Nas praias lisas a maré enchente
s'espraia cintilante d'ardentia...
Em vez de aromas, as douradas ondas
respiram efluviosa maresia!
O que vês, trovador? — No céu formoso
ao sopro dos favônios feiticeiros
eu vejo — e tremo de paixão ao vê-las —
as nuvens a dormir, como carneiros.
E vejo além, na sombra do horizonte,
como viúva moça envolta em luto,
brilhando em nuvem negra estrela viva
como na treva a ponta de um charuto.
[...]"
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