Palestra sobre Marketing dos Afetos

0

Por Sofia Sales

Filosofia. Há aqueles que adoram e aqueles que só de ouvir falar já ficam com preguiça. Mas a filosofia está presente diariamente em nossas vidas, podemos entendê-la como uma atitude que está diretamente ligada a nossa relação com o universo e como nós mesmos.

É complexo, mas o professor de comunicação corporativa das Faculdades Rio Branco, Rafael Navarro, trouxe para a Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), uma abordagem emocionante e cativante sobre a presença da filosofia em nossas vidas.

Em três encontros, Rafael apresentou os temas Tempos Líquidos, Gamificação e O Marketing dos afetos. Os assuntos têm muito em comum e o público conseguiu se identificar e questionar o mundo em que vivemos.

No sábado, 28 de outubro, foi aconteceu a última palestra na BVL, que abordou o conceito do marketing dos afetos, as estratégias de comunicação e como determinadas campanhas conseguem sensibilizar e unir as pessoas. “Esses conteúdos têm a capacidade de gerar identificação e alterar o estado de espírito para um momento melhor.”

 

 

Depois da exibição do vídeo acima, Rafael explicou que nos aproximamos ou nos distanciamos de algo ou alguém por conta do consumo. “A nossa relação afetuosa vem de uma relação prévia de consumo, do jeito como você consome suas roupas, a cultura, as pessoas.”

Campanhas publicitárias de empresas como Coca-Cola e Dove foram apresentadas e depois discutidas, direcionando questionamentos sobre nossos desejos de consumo e as nossas relações com marcas. “Neste mundo que estimula um alto nível de consumo, é preciso haver esperança. A primeira gestão dos afetos começa na gestão da esperança. Consumidores felizes são consumidores que esperam que o mundo possa ser melhor.”

É importante ressaltar que o marketing dos afetos não trabalha apenas com o sentimento de felicidade e união. O professor falou sobre o ódio, um dos sentimentos mais impactante que temos. E que foi trabalhado pela campanha da Coca-Cola a seguir.

 

 

“Se o ódio consegue ser trabalhado em uma ação de comunicação desta forma, isto é um indicador de que nossa capacidade de sofisticação para influenciar as pessoas é máxima.”

 


O especialista disse que as marcas passam a se apropriar dos nossos afetos e nós gostamos disto. O foco não está mais no produto como era feito antes, não se fala da qualidade do sabonete ou do sabor de um refrigerante. Chegou-se à conclusão de que os produtos atingem um limite, mas as ideias não. “O que se vende hoje não são mais única e exclusivamente produtos que continuam alimentando o sistema em que vivemos. O que algumas marcas buscam vender atualmente é afeto”.

Essa série intitulada Amor e inovação: conceito atitude e identidade em tempos líquidos, nos convidou a refletir sobre viver, mudar, reconstruir e reinventar. E já deixe anotado na agenda os próximos encontros que vão acontecer na Biblioteca de São Paulo (BSP), às 15 horas.

 

Confira as datas:

11/11 – O que falta para sermos felizes?

18/11 – As regras do sucesso.

Compartilhe

Deixe um Comentário

catorze − 14 =