O poder da yoga para todos

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Ao mesmo tempo em que aumenta o consumo de celulares, antidepressivos e comidas prontas, assegurando o ritmo frenético da sociedade contemporânea, algumas pessoas buscam um compasso diferente para suas vidas. E a yoga, que comemora seu Dia Mundial em 21 de junho, entra nesse espaço. Surge então a questão: por que não levar essa prática de bem-estar para os espaços públicos? A Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL) e a Biblioteca de São Paulo (BSP) fazem isso! De forma gratuita e sem necessidade de inscrição (as vagas são preenchidas por ordem de chegada), a atividade é comandada pelas dedicadas professoras Fernanda Haskel e Amanda Velloso, respectivamente.  E, aqui, vale menção a Fabiana Weykamp (veja vídeo com depoimento), que deu à luz recentemente e sempre reuniu, de forma afetuosa, a yoga à literatura em suas aulas na BVL.

Com a pluralidade distribuída entre os mats (os tapetes que os praticantes usam), os alunos têm se multiplicado nas duas bibliotecas. Na BSP, quem não perde as aulas é costureira Maria de Fátima Braga, 52 anos, que retomou a prática e, com diferentes exercícios, aprende a respirar melhor – apesar da asma.  Já a jornalista e editora de livros Juliana Santoros, 23 anos, usa a yoga para desacelerar do ritmo insano em que vive, e isso é “mais do que necessário para a manutenção e melhora da saúde”, diz ela. As duas frequentam as aulas que acontecem sempre aos sábados pela manhã, na Biblioteca de São Paulo, na zona norte da cidade. A iniciativa inovadora, num espaço inusitado para a prática, colocou a yoga dentro da programação cultural também da Biblioteca do Parque Villa-Lobos (BVL). Quem orienta as aulas na BSP é a professora Amanda Velloso, 34 anos, que afirma: “a experiência da biblioteca é fantástica como ambiente; além dos exercícios respiratórios, alongamentos e posturas, há a proximidade com os livros de saúde e bem-estar, que ficam ao acesso fácil”.

Na ampla varanda da BSP misturam-se os sons que vêm do parque. Vozes de quem passa numa conversa animada, cantos de pássaros e até mesmo o som estridente do roqueiro Ozzy Osborne que toca no rádio de um grupo de adolescentes. “Isso é yoga: fazer a prática no caos do dia a dia”. O mesmo espaço que recebe diferentes sons, também acolhe um público diverso em faixa etária e em níveis diferentes de conhecimento.  “Eu adapto os exercícios, as respirações e o tempo de meditação. Faço uma técnica fluída. Tento observar todos – e cada um. Ioga não é competição, cada um tem um biotipo e isso tem que ser respeitado” diz a professora. A aluna Ellen Braga, 25 anos, enfermeira e babá é entusiasmada:  “Acho uma ótima ideia as bibliotecas públicas terem aulas de yoga, pois isso acaba incentivando a participação em outras atividades fornecidas e até a leitura”.

A prática

Criada há pelo menos cinco mil anos na Índia, a filosofia de vida conquistou o mundo. E basta um número para comprovar o crescimento: de acordo com a International Yoga Federation são, ao todo, 300 milhões de pessoas praticando yoga no mundo. O Japão, que lidera o crescimento no número de adeptos, alcançou 413% de aumento, em cinco anos.

A prática está se popularizando. Em Nova Iorque, nas vitrines das lojas nesta primavera, manequins em posturas (corvo, águia, criança, vagalume, arco, cachorro olhando para baixo) faziam o público parar. No país número um do consumo, assunto ligados ao tema alimentam a quarta indústria que mais cresce no país. No Brasil não é diferente, a yoga está na moda. Mas Amanda acredita numa prática sem elitismo, nem misticismo. “Eu acho que a yoga tem que ser para todos”, diz.

“Eu tinha um certo preconceito, pois achava que a yoga necessariamente está ligada a uma perspectiva mística ou transcendental. O stress do dia a dia me levou a quebrar essa barreira e descobrir uma forma de conhecer melhor meu corpo e ter uma melhor saúde mental. E sempre saio melhor do que entrei”, garante a professora de História, Raquel Cartoce, 28 anos.

Se você ficou com vontade de experimentar? Então, não perca!

 

Serviço:

Biblioteca de São Paulo

Sábados

10h00 às 11h30

 

Biblioteca Parque Villa-Lobos

Terças-feiras

Das 17h15 às 18h15

 

Não é necessário fazer inscrição.

Vagas preenchidas por ordem de chegada.

Recomenda-se ingerir alimentos leves antes da atividade e sem roupas confortáveis para a prática.

 

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