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Em oficina sobre poesia concreta, Renan Inquérito brinca com os sons e as palavras

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Emoção do começo ao fim. Assim foi a primeira aula da Oficina Online Poesia para Encher a Laje, com o rapper, poeta e arte-educador Renan Inquérito, que vai até amanhã dentro da programação da BVL. Com cerca de 90 participantes de diversos Estados brasileiros (entre eles, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Minas Gerais), o encontro teve depoimentos que abriram a noite e mexeram com o coração do escritor, como o de uma mãe que conheceu o trabalho de Inquérito quando o filho esteve preso e de um grafiteiro que marcou muros com frases do artista no Nordeste.

Autor dos livros “Poesia para encher a laje” e “#Poucas palavras”, ele começou os trabalhos salientando a importância de realizar sua primeira experiência online neste momento de distanciamento social. Inquérito acredita na palavra como ponte e conseguiu transformar o encontro em lugar de acolhimento, ao estimular a troca de experiências sobre literatura, leitura e cultura, em geral.

O artista apresentou poemas visuais de sua autoria, compartilhou referências (Augusto de Campos, com o poema “Código”, entre elas) e falou sobre o conceito verbivocovisual (que trata da importância da palavra escrita, oralidade e aspecto gráfico de um texto). Mas a noite também reservou surpresas como detalhes dos bastidores de seu início de carreira e trabalho na Fundação CASA, além de seus caminhos no rap e a surpresa de uma confidência: ele está terminando obra nova. Inquérito explicou a escolha do título da oficina, já que, como diz ele, “a laje é o mirante da quebrada” e, “assim como a laje, a poesia é teto e também é chão”. A ideia é que os participantes utilizem as suas vivências para construir suas próprias experiências poéticas em um ambiente de colaboração, solidário e amoroso.

Hoje, a noite será sobre o processo de criação na concretude do cotidiano e todos partirão para as experimentações. Já o encontro de ontem foi encerrado com uma breve performance de Inquérito, que deixou “gostinho” de quero mais com “Anônimo”, que começa com “Nem todas as pessoas são estrelas / Mas todas têm seu próprio brilho / O carbono pode ser carvão ou diamante / Mas a vida, independente de onde venha, a vida é sempre brilhante!”.

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Reprodução.

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