Criar personagens foi missão dos participantes de oficina de escrita literária

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A Oficina de Escrita Literária: Construção de Personagens contou com turma animada e sala lotada no início das aulas, na tarde de 23 de julho. O curso, com quatro encontros, foi conduzido por Rafael Gallo, escritor vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura com o romance “Rebentar”. E, logo na atividade de abertura, causou impacto ao instigar os participantes a construírem uma lista de características e/ou sensações e/ou sentimentos gerados ao se depararem com a foto de uma moça que foi condenada por assassinar os pais, um crime que ficou bem conhecido no País. Houve quem optasse por partir do ponto de vista da própria mulher e quem preferisse se distanciar dela, trilhando caminhos que passavam por indignação, o sensacionalismo gerado com as matérias policiais nos jornais e TV etc.

Gallo, aliás, parte dos exercícios para que os alunos “coloquem a mão na massa”. Saíram todos de lá com a tarefa de produzirem, a partir de um conto já existente, uma “variação” de própria autoria, que fosse centrada em ponto de vista diverso do texto original. A ideia, como explica ele, é que os alunos escolham a narração em primeira, segunda ou até terceira pessoa, não se afastem muito e nem se prendam demais ao conteúdo no qual se basearam.

Os contos escolhidos por Gallo foram: “Via crucis”, de Clarice Lispector (do livro “A via crucis do corpo”); “A chamada”, de João Anzanello (de “Dias raros”); “A concubina”, de Dulce Maria Cardoso (de “Tudo são histórias de amor”) e “O ídolo das cíclades”, de Julio Cortazer (de “Fim de jogo”). Que tal fazer o mesmo aí, na sua casa?

 

 

 

 

 

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