Virada Sustentável: exposições chamam a atenção para as comunidades ribeirinhas

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Damiana Sthefanie e Gabriel Shida são estudantes e em um passeio que era puro lazer pela Biblioteca Parque Villa-Lobos foram surpreendidos pelas exposições que fazem parte da Virada Sustentável no espaço. A surpresa veio a calhar. Os dois estão empenhados em escrever um artigo sobre as comunidades ribeirinhas, que são retratadas na mostra. E conhecem bem a realidade dos povos que moram em regiões com semelhantes características.

Damiana e Gabriel participaram de uma excursão de 10 dias pelo Pantanal, como parte de um curso do Instituto Acaia Sagarana, que promove a autonomia de adolescentes egressos de escolas públicas para estudar e fortalecer as competências para que prossigam os estudos e ingressem em boas universidades. Impressionados com o que viram das condições das populações que vivem à beira dos rios, os estudantes ficaram também impressionados com as imagens das exposições, que estão no segundo piso da BVL.

Frequentadores da biblioteca, Damiana e Gabriel se encantaram com as fotos e viram muitas semelhanças com o que viram nas imagens e o que vivenciaram na viagem. A falta de recursos de quem vive nessas áreas e a precariedade de serviços de saúde e abastecimento, por exemplo, chamaram a atenção dos dois. Para a foto que ilustraria essa matéria no site da BVL, Damiana e Gabriel escolheram a foto do boto cor de rosa.

As exposições

Como parte da Virada Sustentável, duas exposições estão abertas ao público no piso superior e que levam à reflexão sobre as comunidades ribeirinhas, por meio de fotos feitas pelos fotógrafos Sitah, Fellipe Abreu, Ismael dos Anjos e Luiz Felipe Silva. Em Povos das Águas, Sitah nos leva para uma realidade muito distante do concreto e rígido das grandes metrópoles e atraca o barco na fluidez das comunidades ribeirinhas da Amazônia, em um resgate da verdadeira relação entre o ser humano e a natureza. Mas já que nem só de água vivem os brasileiros, O que a vida quer da gente é coragem expressa o sentido do viver sertanejo, pegando carona na obra “Grande Sertão: Veredas”, do mestre da nossa Literatura, João Guimarães Rosa. Da seca à cheia, do Rio Amazonas ao Rio São Francisco, as mostras são um convite para uma viagem pela vida dos brasileiros! Embarque nessa!

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