Santiago Nazarian na BVL

0

O Segundas Intenções convidou Santiago Nazarian para uma conversa neste sábado, 11. Ele é autor de diversos romances, entre eles Biofobia, Mastigando humanos, Feriado de mim mesmo e do volume de contos Pornofantasma. O bate-papo teve mediação do jornalista e crítico literário Manuel da Costa Pinto e foi realizado na Oca, espaço central da Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), às 11 horas.

O autor descreve seu projeto literário como existencialismo bizarro, no qual mescla questões atemporais com cultura pop, humor negro e horror. Tem obras publicadas em países da América Latina e Europa e direitos vendidos para cinema e teatro. Este ano lançou seu novo romance, Neve negra.

Este é um misto de suspense psicológico e drama familiar, que mostra a vida de um pintor que retorna para a sua casa em uma cidade na Serra Catarinense. É a noite mais fria do ano e neva. Esta neve é o pano de fundo para um terror psicológico e drama familiar, falando de pesadelos, da paranoia e de uma dúvida sobre a paternidade. Uma questão sempre explorada mas nunca esgotada na literatura, agora acompanhada do humor típico do cronista.

Diferente dos outros livros, Neve Negra foi uma encomenda de uma produtora, embora ainda não tenha previsão de chegar nos cinemas. A ideia de explorar a neve como elemento veio quando conheceu ele viu fotos de neve no país nas redes sociais, o que se mostrou uma oportunidade literária única.

O autor conta que por algum tempo flertou com a literatura mais infantojuvenil – a exemplo do livro O prédio, o tédio e o menino cego, lançado em 2009, movimento que se acentuou com Garotos malditos, editado em 2012. Mas percebeu que não era considerado ‘alta literatura’ pela crítica e ao mesmo tempo não tinha se tornado um best-seller.

Biofobia, publicado em 2014, talvez seja seu ponto de virada. É considerado por ele seu romance de maior fôlego. É um thriller psicológico com toques de terror que narra a história de um músico de meia-idade tentando se recuperar de uma vida problemática em uma casa isolada no campo. A inspiração veio do filme Anticristo, do diretor dinamarquês Lars Von Trier.

Ainda nesta seara das influências, ele cita autoras que o influenciaram como João Gilberto Noll, Caio Fernando Abreu e Marcelino Freire e o irlandês Oscar Wilde e o alemão Thomas Mann. Também foi impactado pelo cinema de horror, especialmente os mais trash e alternativos.

Em breve este texto será atualizado com o vídeo na íntegra. O próximo Segundas Intenções na BVL é com o escritor Xico Sá no dia 16 de dezembro.

Compartilhe

Deixe um Comentário

quatro × três =