Sábado na BVL

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Neste sábado, 16 de setembro, a Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL) promoveu uma série de atividades gratuitas da programação cultural de setembro. Depois do sucesso das atividades nas férias, a BVL retomou a agenda tecnológica e promoveu a Oficina Maker: Histórias Animadas. Nela, meninos e meninas a partir de 8 anos criaram histórias com personagens animados e finais surpreendentes, programando tudo no computador por meio do programa Scratch. No final, compartilharam os vídeos de animação com amigos e familiares. A oficina terá uma segunda rodada no sábado, 23, às 14 horas.

Os tutores Moisés e Gisele Zylbersztajn explicam que o objetivo é ensinar a usar comandos lógicos para a criação de histórias, mostrar alguns dos princípios de animação e do desenvolvimento de roteiros e personagens. O resultado que esperam é ter uma atitude positiva diante dos desafios propostos para que outras histórias sejam criadas por eles sozinhos, após as oficinas. ”A ideia aqui é trabalhar roteiro, personagens, cenário e diálogos. A oficina de hoje foi mais uma introdução ao Scratch. Na semana que vem, vamos avançar um pouco mais. E eles são muito exigentes quando aprendem este novo jeito de contar histórias. E o mais legal é aprender a lidar com o erro, este é o maior aprendizado”, resume Gisele.

Crédito: Equipe SP Leituras

Crédito: Equipe SP Leituras

O analista de sistemas, Alexandre de Sales Costa, 47 anos, conta que trouxe a filha, Daniele, 13 anos, especialmente para a atividade. Eles moram em Osasco e adolescente ficou sabendo da BVL após uma excursão da escola. Ficou encantada com a biblioteca e sua programação. Para o pai, a iniciativa do centro cultural da zona oeste é muito bacana. Acredita que a geração da filha tem mais acesso a conhecimentos de tecnologia e a incentiva para explorar este mundo.

“Hoje a tecnologia é algo do cotidiano. O difícil é encontrar coisas legais com tanta opção, com tanta poluição de informação. Veja que a minha filha tem muita curiosidade sobre as coisas e mesmo que ela siga por outra carreira, conhecer um pouco de lógica de programação pode fazer dela uma profissional mais qualificada e diferenciada”, disse Alexandre.

O engenheiro Carlos Ricardo Andrade, 46 anos, corrobora com esta ideia. Ele vem na BVL com bastante frequência com o filho Guilherme, 8 anos. Acha que a iniciativa é fantástica, pois é o ambiente público trazendo interação e distração. Vê uma tendência de crescimento das atividades makers, mas acha que é necessário buscar um equilíbrio. “Eu tenho que controlar para que ele não fique somente no computador. O bom da BVL é que posso vir aqui e depois vamos dar uma volta de bicicleta no parque Villa-Lobos. É o melhor dos dois mundos”, comentou.

Já a professora de matemática Priscila Ribeiro dos Santos, 37 anos, acha que a ação da BVL incentiva as crianças a ter um repertório diferente. Ela trouxe as duas sobrinhas: Clara e Elisa, ambas com 8 anos. “Aprender a programação e lógica mostra para elas coisas diferentes do que estão acostumadas. Amplia os horizontes e traz novos desafios”, completa.

Crédito: Equipe SP Leituras

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No mesmo dia, a biblioteca também promoveu duas atividades bem bacanas. Uma delas foi a contação de histórias Quando nasce um monstro, de Sean Talyor. Este texto mostra que sempre existem duas possibilidades para o personagem principal, o monstro. A ideia é trazer um universo cheio de possibilidades e de piadas. O autor de 52 anos é natural da cidade de Surrey, no sudeste da Inglaterra, já deu aulas no Zimbábue, é formado em Cambridge e casado com uma brasileira. A obra foi publicada em 2007.

Para o contador da história, Fábio Rosa, a trama explica para os pequenos que não existe um caminho só na vida – isso é a sua maior singularidade, riqueza e complexidade. Ator com duas décadas de atuação profissional, hoje é especializado em dar cursos de contação de histórias. Já trabalhou para instituições como o Sesc, a Escola Soleil de Educação Infantil e diversos clubes e centros culturais. Também integrou a Cia. Palavras Andantes e participou de peças de teatro de boneco.

Crédito: Equipe SP Leituras

Crédito: Equipe SP Leituras

Para fechar, uma ação bem tradicional que acontece na BVL e na Biblioteca de São Paulo (BSP) todo sábado: o Jogos para todos!, programa permanente que é uma oficina de xadrez. É um espaço onde os participantes aprendem as regras, movimentos das peças e algumas táticas, além de disputar partidas.

O instrutor Carlos Oliveira fala que o público é bem heterogêneo: as idades e formações são bem variadas – desde crianças a adultos, desde dos que já sabem jogar até os que não conhecem nada, de pessoas com deficiência visual (que dispõem de tabuleiros adaptados) até grupos que estão em vulnerabilidade social.

Ele tenta então tornar a ação mais inclusiva e o xadrez mais acessível. “Este jogo de estratégia é considerado por muitos elitizado e intelectualizado. Mas todo mundo pode jogar. Nas bibliotecas, cada pessoa tem uma demanda e necessidade diferente. Eu tenho que me adaptar ao tamanho das turmas e esse entra e sai de gente. Às vezes, uso a lousa para explicar algo, para trocar uma ideia e conversar, tem vezes que sento para dar dicas sobre o jogo ou dar um atendimento pessoal. É muito legal mostrar que o xadrez é algo que pode ser levado para a vida. É uma grande aventura”, finaliza.

Crédito: Equipe SP Leituras

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