Romance de Jorge Amado é discutido na BVL

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O romance Jubiabá, de Jorge Amado, foi tema de debate na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL) durante o programa Clube de Leitura. A atividade foi realizada nesta sexta-feira, 24 de novembro, às 15 horas. A trama mostra a trajetória de Balduíno, um menino do morro que vira ativista social e participa de lutas trabalhistas em Salvador. A intenção do escritor baiano, morto em 2001, é sugerir o lento amadurecimento do protagonista, com elementos de sensualidade e do realismo.

A ideia do programa é selecionar uma obra representativa e propor uma discussão de seus detalhes e seu contexto, falando um pouco da biografia do respectivo autor. Jubiabá, publicado em 1935, fala de religiosidade, do preconceito racial, da escravidão e tem uma clara perspectiva socialista. Os presentes também elogiaram como o autor descreve a Bahia dos anos 30 de maneira concisa, direta e clara, ligando as diversas partes do livro como se fosse uma grande teia.

Não a toa, ele foi superado em número de vendas apenas por Paulo Coelho. Mas em seu estilo, não há paralelo no Brasil. Em 1994, a sua obra foi reconhecida com o Prêmio Camões. Também foi jornalista e se elegeu eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1945. Publicou quase 50 livros, traduzidos em 80 países.

O baiano nasceu em Itabuna, em 1912, e foi autor de clássicos como Dona Flor e seus dois maridos, Tenda dos milagres, Tieta do agreste, Gabriela, cravo e canela e Tereza batista cansada de guerra. São títulos que pertencem ao imaginário brasileiro por suas adaptações no cinema e na televisão, obviamente também foram sucesso de vendas em papel. Um dos seus textos mais aclamados é Capitães da areia, romance de 1937.

O próximo Clube de Leitura na biblioteca é no dia 22 de dezembro, às 15 horas. A obra escolhida é Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez. O autor ganhou diversos prêmios ao longo de sua carreira, sendo laureado com Nobel de Literatura em 1982, o mais importante do mundo literário. Em Cem anos de solidão, narra em detalhes as peripécias da família Buendía na cidade fictícia de Macondo. A obra se tornou um grande sucesso no continente latino-americano e na Europa, transformando rapidamente num marco e no mais claro exemplo do gênero realismo fantástico.

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