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Reunião de contos de Lobato

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Os contos de Monteiro Lobato, homenageado pela Biblioteca de São Paulo neste mês, voltam em volume único na coletânea Contos completos, que a Biblioteca Azul (selo da editora Globo) lança.

Integram a edição, Urupês (1918), Cidades Mortas (1920), Negrinha (1922) e O macaco se fez homem (1923). São textos em que Monteiro Lobato comprova não ter se influenciado pelo clima de reforma que marcava os autores do Rio de Janeiro, tampouco se entusiasmado pelas ilusões da Semana de Arte Moderna de 1922, que encantou a jovem burguesia paulistana.

“Ao escritor, também fazendeiro e editor, não interessam os personagens elegantes da sociedade emergente, que se moviam entre as metrópoles europeias e nossas capitais, assim como também não vê o País com as lentes frequentes do ufanismo. Sua estética como sua ética, se ocupa do que falta ao País e a seus habitantes e não com as ilusões da modernidade, com suas ‘baratinhas’, melindrosas e almofadinhas, viagens a Paris e outros luxos partilhados por poucos”, comentou Beatriz Rezende, professora da Faculdade de Letras da UFRJ, e autora do prefácio da edição, ao jornal O Estado de S.Paulo. Para ela, as narrativas do escritor paulista não eram para entreter, mas para provocar.

 

Atividade especial na BSP

Para comemorar o nascimento do escritor, em 18 de abril de 1882, a BSP preparou atividades especiais dentro da grade de programação deste mês. Tem Hora do Conto e Entre textos especiais, atividade com os personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo no Pintando o 7, debate sobre o universo de Monteiro no Leitura do Cotidiano e muito mais.

Confira a programação.

 

Com informações de OESP

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