/ governosp

Convidado do Segundas Intenções, Gregorio Duvivier trabalha em novo livro

0
O ator, humorista e escritor Gregorio Duvivier. Foto: Júlio Cordeiro.

O ator, humorista e escritor Gregorio Duvivier. Foto: Júlio Cordeiro.

O ator, escritor e roteirista Gregorio Duvivier é o convidado, em agosto, do Segundas Intenções Online da Biblioteca Parque Villa-Lobos. O bate-papo, que terá mediação do jornalista Manuel da Costa Pinto, acontece no dia 10, às 19h, e será transmitido ao vivo na página da BVL no Facebook.

Para antecipar um pouco como será a conversa, Duvivier respondeu a algumas perguntas enviadas pelo blog e falou como tem sido sua rotina em tempos de confinamento. Entre outras coisas, falou sobre o prazer de trabalhar em casa, a alegria de ter sua filha Marieta como inspiração e também do novo livro de crônicas – e esquetes do Porta dos Fundos – que está preparando.

Conhecido como um dos criadores do coletivo Porta dos Fundos, no YouTube, e à frente do noticioso humorístico “Greg News”, na HBO, Duvivier é formado em letras pela PUC-Rio. Além de sua atividade como ator e roteirista, tem em seu currículo também elogiados livros de poesia como “A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora” (7Letras, 2008) e “Ligue os pontos – poemas de amor e big bang” (Companhia das Letras, 2013).

O programa Segundas Intenções Online faz parte da programação da BVL no período de quarentena. Com a necessidade de estimular o distanciamento social e outras medidas de proteção contra o contágio pelo novo coronavírus, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo criou o #Culturaemcasa, que amplia a oferta de conteúdos virtuais dos equipamentos.

 João Alvarez ASN Bahia

Duvivier em palestra do coletivo Porta dos Fundos . Foto: João Alvarez ASN Bahia

Como a pandemia afetou sua rotina pessoal e sua produção?

A grande mudança da pandemia na minha rotina foi o fechamento da creche. Agora, a nossa filha [Marieta] está 24 por dia em casa e isso afeta muito nossos horários. Quando eu mais escrevia era quando ela estava na creche. Como sou muito disperso e preciso muito de silêncio, foi bem difícil. Mas contamos com a ajuda de pessoas ao nosso redor. Escolhemos nos fechar em um círculo que incluía a minha mãe [a cantora e escritora Olivia Byington]. Sem ela, não sei como conseguiria escrever coluna do jornal, Porta e tal. Foi o que me salvou. Escrita para mim é um processo solitário, e afeta muito essa coisa da movimentação. Por outro lado, minha filha é uma inspiração constante. A troca com uma criança, para quem escreve, é muito poderosa.

Você aumentou o consumo de produtos culturais, está lendo mais, vendo mais filmes e séries ou outros eventos virtuais? O que tem feito nesse sentido e o que recomenda?

Ler mais livros e ver mais filmes durante a quarentena é para quem não tem filhos. Porque ou estou trabalhando ou com a minha filha, basicamente. Desde sempre, eu leio antes de dormir – é uma atividade religiosa, sob quarentena ou não. Como só consigo dormir lendo, continuo mantendo essa rotina. De vez em quando, no sono da tarde da minha filha, conseguimos [ele e a esposa, Giovanna Nader]ver uma série. Somos apaixonados por “High Maintenance”, tem meia hora e dá para ver nas brechas. Quanto aos livros, estou lendo “Ocupação”, do Julián Fuks, um autor do qual eu gosto muito. Já tinha adorado “A resistência”, romance anterior dele, e o mais recente está sendo muito bom de ler. É um autor muito contundente, politicamente inclusive. Embora não seja panfletário, os livros dele são sempre uma porrada.

Reprodução

Capa de “Ligue os Pontos – Poemas de Amor e Big Bang”, de Gregorio Duvivier

Aproveitou a oportunidade que se apresentou para iniciar a produção de algo novo? Pode adiantar?

Eu estou querendo publicar um novo livro de crônicas. É uma nova compilação, já até comecei a reuni-las. Faz quase três anos já que não publico. Agora, seria o terceiro livro de crônicas. São três anos de [coluna no jornal]Folha de S. Paulo e, talvez, algumas esquetes do Porta dos Fundos. Está sendo preparado, mas não sei quando lança, não. Ainda.

O “Greg News” continuou sendo produzido no meio da pandemia, com a participação de sua família, inclusive. Como foi essa experiência e o que tirou dela?

O “Greg News” gravado em casa talvez tenha sido a boa surpresa dessa quarentena. Adorava fazer o programa com público, mas poder fazer em casa e, depois, só tirar o terno e ir dormir é tão bom, estou gostando muito. Sinto muita falta das reuniões presenciais com a equipe, porque Zoom é estressante e irritante – as falhas técnicas, delays, de repente, alguém entra gritando, quase todo mundo tem uma criança em casa… Lógico que, antes da pandemia, a gente exagerava. Mas para fazer brainstorm, reunião de pauta, era muito legal estarmos juntos. É só disso que eu sinto falta. Gravar em casa e com a minha família é muito gostoso e prazeroso.

Compartilhe

Deixe um Comentário

Ouvidoria Transparência SIC
Doe Máscaras