Mais emprestados de abril

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Já viu a listinha dos livros mais emprestados pelos sócios da BVL no mês de abril de 2018?

Se quiser pegar emprestado um dos livros do acervo, basta fazer a carteirinha.

 

INFANTIL (0-11 anos)
1º – A parte que falta, de Shel Silverstein.

capa_a_parte_que_faltaNeste clássico da literatura infantil relançado pela Companhia das Letrinhas, acompanhamos a busca por completude e refletimos sobre relacionamentos com a poesia singela de Shel Silverstein. O protagonista desta história é um ser circular que visivelmente não está completo: falta-lhe uma parte. E Ele acredita que existe pelo mundo uma forma que vai completá-lo perfeitamente e que, quando estiver completo, vai se sentir feliz de vez. ENtão ele parte animado em uma jornada em busca de sua parte que falta. MAs, ao explorar o mundo, talvez perceba que a verdadeira felicidade não está no outro, mas dentro de nós mesmos. Neste livro, leitores de todas as idades vão se deparar com questionamentos sobre o que é o amor e quanto dependemos de um relacionamento ou parceira para nos sentirmos plenamente felizes.

 

Este livro está fora de controle, de Richard Byrne.

capa_este_livro_esta_fora_de_controleBeto só queria mostrar à Bella seu novo brinquedo – um carrinho de bombeiro. Mas o controle remoto está descontrolado! Quando Beto aperta os botões, o controle acaba comandando o cachorro de Bella, e não o carrinho. Só lhes resta uma saída- pedir ajuda ao leitor.
JUVENIL (12 -17 anos)

1º – Diário de um banana: a gota d’água, de Jeff Kinney.

DB_A gota d'agua_capa_29jan10.inddGreg não se emenda mesmo. Mas agora é seu pai quem vai tentar botar um pouco de juízo na cabeça do garoto. Será que vai conseguir? Ou Greg vai estragar tudo? Qual será a gota d’água que vai fazer transbordar a paciência de seu pai?

  

Ameixa: o diário de uma cachorra cheia de questões humanas, de Emma Chichester Clark.

capa_ameixa_o_diario_de_uma_cachorraOlá, Meu nome é Ameixa e eu gosto muito de mergulhar, caminhar e comer croissants. A minha fragrância favorita é a de cocô de raposa, que me cai muito bem, é quase minha marca. Moro com Emma, uma ilustradora que me usa para o seu sucesso, e Rupert, meu pai. Minha irmã, Vida, mora pertinho de mim. Os meus amigos você só vai conhecer mesmo se ler o meu livro. Me desculpe! Desde 2012, eu tenho narrado a minha (encantadora) vida em um diário. A Emma tem me ajudado com as ilustrações, mas gostaria de deixar claro que as palavras são TODAS minhas. Neste livro, Emma, eu e a nossa querida editora reunimos os meus melhores relatos. Beijos da Ameixa.

 

ADULTO (acima de 18 anos)

O conto da aia, de Margaret Atwood.

capa_o_conto_da_aiaA história de O conto da aia passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes – tudo fora queimado. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América. As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado – há as esposas, as marthas, as salvadoras etc. À pobre Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar. Offred tem 33 anos. Antes, quando seu país ainda se chamava Estados Unidos, ela era casada e tinha uma filha. Mas o novo regime declarou adúlteros todos os segundos casamentos, assim como as uniões realizadas fora da religião oficial do Estado. Era o caso de Offred. Por isso, sua filha lhe foi tomada e doada para adoção, e ela foi tornada aia, sem nunca mais ter notícias de sua família. É uma realidade terrível, mas o ser humano é capaz de se adaptar a tudo. Com esta história, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente.

2º –  A revolução dos bichos: um conto de fadas, de George Orwell.
capa_a_revolucao_dos_bichosEscrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos – expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História – mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto. Depois das profundas transformações políticas que mudaram a fisionomia do planeta nas últimas décadas, a pequena obra-prima de Orwell pode ser vista sem o viés ideológico reducionista. Mais de sessenta anos depois de escrita, ela mantém o viço e o brilho de uma alegoria perene sobre as fraquezas humanas que levam à corrosão dos grandes projetos de revolução política. É irônico que o escritor, para fazer esse retrato cruel da humanidade, tenha recorrido aos animais como personagens. De certo modo, a inteligência política que humaniza seus bichos é a mesma que animaliza os homens. Escrito com perfeito domínio da narrativa, atenção às minúcias e extraordinária capacidade de criação de personagens e situações, A revolução dos bichos combina de maneira feliz duas ricas tradições literárias: a das fábulas morais, que remontam a Esopo, e a da sátira política, que teve talvez em Jonathan Swift seu representante máximo.

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