Há 134 anos morria Dostoievski

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A vida do escritor russo Fiódor Dostoievski, que em 9 de fevereiro de 1881 morria aos 60 anos, bem que poderia inspirar suas mais famosas obras. Na década de 1840, envolveu-se com uma sociedade chamada Círculo Petrashevsky, grupo de discussão literária formado por intelectuais progressistas em São Petersburgo, que motivou sua prisão, em 1849, e a sentença de morte. No último minuto, porém, quando estava prestes a ser executado, a sentença foi anulada, mas Dostoievski enviado para a Sibéria, para quatro anos de trabalho forçado.

Autor de importantes romances, como Os irmãos Karamazov e Crime e castigo, Dostoievski ficou conhecido por explorar a autodestruição, a humilhação e o assassinato, além de analisar estados patológicos que levam ao suicídio, à loucura e ao homicídio.

O perfil do personagem que parecia fascinar Dostoievski é o do amoral, de alguém com uma visão de mundo que os psicólogos de hoje denominariam como sociopata. Em contraste com o sujeito simplesmente imoral, que escolhe egoisticamente ir atrás de seus próprios ganhos fáceis, os personagens amorais de Dostoievski, como Svidrigailov em Crime e castigo, e Smerdyakov, em Os irmãos Karamazov , não estão comprometidos por motivações consistentes. Parecem ter apenas uma vaga concepção sobre as implicações éticas de seu comportamento e a melhor explicação para suas ações parece ser simplesmente o fato de que querem ferir as pessoas próximas apenas para ver o que acontece.

 

Conheça algumas frases célebres do escritor:

*Conhece-se um homem pelo modo como ri.

*Às vezes o homem é extraordinariamente apaixonado pelo sofrimento.

*Penso que se o diabo não existe, mas criou o homem, o criou à sua imagem e semelhança.

*A beleza salvará o mundo.

*O segredo da existência  humana não está apenas no viver, mas também no saber pelo quê se vive.

*E assim são os homens. Vão para lá e para cá na rua: todos são pessoas sem escrúpulos e delinquentes por natureza, mas se soubessem que eu sou um homicida que agora procura livrar-se da cadeia, se inflamariam de nobre desprezo.

*Inventavo-me aventuras, criavo-me uma vida fictícia para viver de um modo qualquer. E tudo por causa da insatisfação: a inércia me sufocava.

*Lhes juro, senhores, que ter consciência de muitas coisas é uma doença, uma verdadeira e séria doença. Por outro lado, estou convencido de que não apenas a consciência excessiva seja uma doença, mas ter apenas consciência também o seja.

 

Fonte: Libreriamo e 501 grandes escritores

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