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Em variadas formas, a poesia toma conta de oficina com Renan Inquérito

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O rapper, poeta e arte-educador Renan Inquérito reuniu cerca 50 pessoas em sua oficina online: Se a história é nossa deixa que nóis escreve. O primeiro dos dois encontros teve início exatamente com a explicação sobre a escolha do título da atividade. Trata-se de um trecho de um poema, que também é canção de Renan. Ele, que comanda saraus pelo Brasil, traçou um panorama da literatura marginal-periférica nacional, distribuindo referências e fazendo conexões com autores como Sérgio Vaz, Marcelino Freire, Carolina de Jesus e Eliane Brum.

Renan apresentou-se para a turma em forma de rap, contando um pouco de quem é e o que faz. O objetivo, que deixou bem claro, era “quebrar o gelo” e contribuir para aproximar os presentes, provenientes de diferentes partes do País e que estavam ali, em uma tela, participando de forma virtual da oficina. A cena do hip hop, dos saraus e dos slams foi sendo desenhada por ele. E isso tudo sem esquecer do Open Mic americano e da distinção do sarau brasileiro como algo único, incomparável até com o que se faz pelo mundo, como salienta.

A história de resistência e da cultura “da quebrada” passa pela rima, como diz Renan, que acredita na poesia como força libertadora. “Foi o rap que me levou de carona para o sarau”, conta. Brincando com as frases, ele lembrou de experiências vividas até em um lava-rápido, onde realizou um destes encontros em Itu, no interior de São Paulo. Na sua opinião, a poesia, que dá o tom em muitos dos eventos do gênero, está ligada à “infância” das palavras e a subversão de significados é algo que fala diretamente ao sentimento e às sensações de quem ouve ou lê.

A apresentação de cada um dos participantes também rendeu momentos especiais no primeiro encontro, como o de Hanna, de Niterói (RJ), que estava feliz em participar remotamente, salientando que nunca poderia estar em uma oficina dessas em São Paulo, por causa da distância. E o de Ednilson, da capital, fã de livros e que hoje trabalha em informática, mas que se interessa demais pelo tema da oficina. Já Fabio, da Zona Norte de São Paulo, que é professor de Língua Portuguesa e Inglês, contou que arrisca seus próprios escritos. E assim a grande maioria dos presentes foi interagindo com Renan, que promoveu também conexões entre os participantes, lembrando de histórias da sua carreira e das suas obras.

Autor dos livros “#Poucas Palavras” e “Poesia Pra Encher a Laje”, ele percorre escolas e unidades da Fundação CASA, realizando saraus, shows, debates e oficinas. Universidades, presídios e bibliotecas também são palco de estudo e disseminação da sua arte. Quer conhecer melhor experiências com poesia? A Biblioteca de São Paulo tem o Sarau Online Parada Poética, com Renan, programado para o próximo dia 15 de outubro, das 19h às 20h e para fazer sua inscrição, clique aqui (vagas limitadas).

 

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