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Em oficina virtual, Nádia Gotlib coloca em perspectiva vida e obra de Clarice Lispector

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Fotos: Nádia Batella/ João Avelino; Clarice Lispector/ Maureen Bisilliat

Nádia Batella Gotlib e Clarice Lispector (1920-1977). Fotos: Nádia Batella/ João Avelino; Clarice Lispector/ Maureen Bisilliat

Biografa de Clarice Lispector (1920-1977), a professora Nádia Battella Gotlib deu uma palestra virtual na Biblioteca de São Paulo, “O Legado de Clarice”, na qual falou sobre aspectos da vida e obra da autora. Nádia falou também sobre adaptações de livros da escritora, como o filme “Hora da Estrela”, de João Batista de Andrade. Clarice teria completado 100 anos em 10 de dezembro.

Além da obra literária de Clarice e das adaptações, a professora Nádia falou sobre a produção jornalística da escritora ucraniana naturalizada brasileira. Com uma bibliografia recheada de contos, romances e poesias, a autora trabalhou como jornalista e escreveu artigos e reportagens para suplementos femininos de jornais do Rio.

Clarice, diz Nádia Gotlib, tem registrada ainda uma longa troca de correspondência com familiares e amigos. Boa parte da produção epistolar da autora foi entregue pelos filhos dela aos cuidados da Casa de Ruy Barbosa, no Rio, onde está parte de seu acervo pessoal. “Muitas dessas cartas foram publicadas, mas não sabemos se foram encontradas todas”, disse ela.

De “Perto do Coração Selvagem” (1943) até “A Hora da Estrela” (1977), passando por “A Paixão Segundo G.H.” (1964), a obra de Clarice Lispector se firmou por ser “diferente de tudo” que era tendência naquele momento. “Quando ela surge, surpreende, porque escrevia diferente”, explica a professora.

Nádia citou a própria autora ao definir o papel da literatura na vida dela: “A literatura salvou a Clarice”.

Em 1943, ano em que lançou seu primeiro romance, Clarice se naturalizou brasileira. Ela se casou com um diplomata, Maury Gurgel Valente, e morou nos Estados Unidos, Inglaterra, Itália e Suíça. Ao mesmo tempo, abandonou o jornalismo e pode se dedicar mais à literatura. Ela morreu em 1977, um dia antes de completar 57 anos, em consequência de um câncer de ovário. Deixou dois filhos, Pedro e Paulo, e uma obra composta de romances, novelas, contos, crônicas, literatura infantil e entrevistas.

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