Diário da cadeia (Eduardo Cunha – pseudônimo)

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capa_diario_da_cadeiaFicção ou realidade? Um livro ousado e enigmático com trechos da obra inédita impeachment
Como o leitor verá, a negociação com o Eduardo Cunha (pseudônimo) para a publicação deste diário não foi nada fácil. Incluiu, por exemplo, a exigência de que o livro não fosse submetido à revisão. Avaliei, porém, que valeria a pena. Desde o início, quando soube que ele escrevia um diário de sua estadia em Curitiba, interessei-me pelo texto. No mínimo, trata-se de uma das personagens mais controvertidas da vida política brasileira. E quem sabe, pensei antes de ler, não estivesse ali um importante documento histórico?
Quando li, tive então certeza de estar diante de muito mais do que isso. Em suas páginas há não apenas detalhes da história recente no Brasil, como algumas chaves – até hoje desconhecidas do grande público – para a compreensão da morte de Paulo Cesar Farias. Eduardo Cunha (pseudônimo) não foge de assunto, é assertivo quando precisa, reflexivo algumas vezes e sobretudo generoso ao encartar aqui trechos de sua tão aguardada obra Impeachment.
A publicação deste livro protagonizou alguns incidentes. Ao priorizar e defender o ofício do editor e o espaço do contraditório, eu mesmo acabei no meio da confusão. Não poderia ser diferente, porém: o Brasil vive um de seus momentos históricos mais agitados e tudo o que diz respeito à Operação Lava Jato é cercado de controvérsia, polêmica e discussão. Este Diário da cadeia com certeza deve colaborar para o apaziguamento da tensão, já que traz novidades bastante esclarecedoras, para dizer o mínimo.
Carlos Andreazza, editor

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