Dia do repórter com dica de leitura

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Hoje, dia 16 de fevereiro, celebramos o Dia Nacional do Repórter. Cargo exercido por profissionais da comunicação que tem a função de investigar, pesquisar, entrevistar e produzir notícias e matérias para os diversos meios de comunicação, incluindo nossos amados livros.

Para comemorar esta data, separamos 6 obras do jornalismo literário:

 

1 – A Sangue Frio: relato verdadeiro de um homicídio múltiplo e suas conseqüências, Truman Capote.

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Um homem religioso, uma mãe depressiva, um adolescente, uma garota dona de casa, um cachorro amedrontado e dois ladrões frustrados. Esses e outros personagens são os ingredientes chave para o romance jornalístico ‘A sangue frio’, de Truman Capote. O livro é uma reportagem investigativa sobre o assassinato de quatro membros da família Clutter, o casal e seus dois filhos caçulas, ocorrido em 1959 na cidade de Holcomb, no Kansas, Estados Unidos.

 

2 – Rota 66: a história da polícia que mata, Caco Barcellos.

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Vencedor do prêmio Jabuti de 1993, ‘Rota 66: a história da polícia que mata’ é uma rigorosa investigação sobre o trabalho da Polícia Militar de São Paulo entre as décadas de 1970 e 1990. Nele, Caco Barcellos, um dos mais prestigiados jornalistas brasileiros, denuncia a atuação irregular da Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar (Rota) como um verdadeiro aparelho estatal de extermínio. Um esquadrão da morte responsável pela morte de milhares de pessoas, a maioria delas, inocente. Caco denuncia seus métodos de atuação e mostra como o sistema incentiva esse tipo de ação. Este livro emblemático assume proporções de uma grave denúncia social, armado de dados incontestáveis que surgiram de um trabalho de pesquisa de cinco anos.

 

3 – Holocausto Brasileiro: vida, genocídio e 60 mil mortos no maior hospício do Brasil, Daniela Arbex.

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Neste livro-reportagem, a autora resgata do esquecimento um dos capítulos da nossa história, as práticas ocorridas durante a maior parte do século XX no maior hospício do Brasil, conhecido por Colônia, situado na cidade mineira de Barbacena. Ao fazê-lo, a autora traz à luz um genocídio cometido, sistematicamente pelo Estado brasileiro, com a conivência de médicos, funcionários e também da população. Pelo menos 60 mil pessoas morreram entre os muros da Colônia, em sua maioria, internadas à força. Cerca de 70% não tinham diagnóstico de doença mental, eram epiléticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, gente que se rebelava ou que se tornara incômoda para alguém com mais poder. Eram meninas grávidas violentadas por seus patrões, esposas confinadas para que o marido pudesse morar com a amante, filhas de fazendeiros que perderam a virgindade antes do casamento, homens e mulheres que haviam extraviado seus documentos. Alguns eram apenas tímidos, e pelo menos 33, eram crianças.

 

4 – Estação Carandiru, Drauzio Varella.

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O livro ‘Estação Carandiru’ é resultado da experiência do próprio autor no lugar que foi o maior presídio do Brasil. A convivência com os presidiários e funcionários do presídio teve início quando foi desenvolvido o seu trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Esta convivência proporcionou o conteúdo do livro, onde o autor descreve desde a divisão física da Casa de Detenção, os pavilhões, até a sociedade carcerária e relatos de detentos e funcionários.

 

5 – A guerra não tem rosto de mulher, Svetlana Aleksiévitch.

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A história das guerras costuma ser contada sob o ponto de vista masculino, soldados e generais, algozes e libertadores. Trata-se, porém, de um equívoco e de uma injustiça, pois, se em muitos conflitos as mulheres ficaram na retaguarda, em outros estiveram na linha de frente. É esse capítulo de bravura feminina que Svetlana Aleksiévitch reconstrói neste livro absolutamente apaixonante e forte. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, mas a sua história nunca foi contada. Svetlana deixa que as vozes dessas mulheres ressoem de forma angustiante e arrebatadora, em memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte.

 

6 – No ar rarefeito: um relato da tragédia no Everest em 1996, Jon Krakauer.

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Contratado por uma revista para escrever sobre a crescente comercialização da escalada do monte Everest, Jon Krakauer participou de uma expedição guiada ao topo do mundo. Em 10 de março de 1996, atingiu com muito custo os 8848 metros de altitude. Enquanto descia ao acampamento, nove alpinistas morreram, e até o final daquele mês outros três não resistiriam à empreitada. Muito abalado pela tragédia e obcecado em rever o evento em detalhes, Krakauer escreveu este depoimento tocante sobre o sentido da vida e o poder dos sonhos.

 

Curtiu algum destes livros? Chegue na biblioteca e peça o livro para um atendente. Lembrando que para levar o livro para casa é preciso ter a carteirinha da BVL. Se você ainda não tem a sua, não esqueça de levar um documento com foto.

Boa leitura!

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