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Criação de personagem dá início à oficina de escrita de ficção

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A Oficina Online Básica: Escrever Ficção teve início em 9 de novembro (vai até dia 18) com foco na construção de um personagem. Comandada pelo romancista, ensaísta e cronista Luiz Antonio de Assis Brasil, a atividade contou, já na primeira aula, com exercícios e uma verdadeira consultoria do professor, que analisou as criações dos alunos, tecendo comentários e sugerindo ajustes.

Durante o primeiro encontro, que somou mais de 50 participantes, teoria e prática se misturaram, bem como as referências oferecidas por Luiz Antonio. Entre elas, os destaques sobre características desenvolvidas na criação de personagens como Quasímodo (criado por Victor Hugo), Hamlet (por William Shakespeare) e Quincas Borba (por Machado de Assis).

Para o professor, o personagem é o ponto central na narrativa e, para formatá-lo, é necessário tomar alguns cuidados. “Personagem tem que ter consistência, o que significa que o leitor deve acreditar nele, como se fosse uma pessoa real”, ressaltou. A questão essencial, uma espécie de rede de circunstâncias internas, deve também estar sempre em aberto e presente, além de ser considerada desde a origem desta “pessoa” dentro da história, como acrescentou.

Para auxiliar na construção, Luiz Antonio desenhou uma espiral e uma trama, demonstrando aos alunos que estas características devem estar espalhadas de forma óbvia ou nem tanto no decorrer da narrativa. Para a oficina, o professor pediu que os participantes criassem um personagem que viva em nosso tempo, em uma cidade grande e que seja adulto. A partir deste conjunto, aprofundaram a construção para condição sócio-econômica, nível de escolaridade, se pertence a alguma entidade, associação ou sociedade. Sobre a descrição física, Luiz Antonio foi enfático: fujam das metáforas!. Para ele, a melhor descrição física quem faz é o leitor. Mas, se mesmo assim, o autor considerar necessário incluí-la, a orientação é que o faça logo no início do texto para que ninguém se sinta enganado, durante a leitura.

Da aula também fez parte a criação de uma mini-história do personagem, que precisava estar atrelada à questão essencial. Por que não fazer os mesmos exercícios em casa? Pode ser um bom início para ativar a escrita criativa aí. Perdeu esta oficina? Saiba que há sempre opções em nossa programação para quem procura atividades como esta. Confira algumas delas, clicando aqui.

Saiba mais sobre o professor

Luiz Antonio é Doutor em Letras, com pós-doutorado em Literatura Açoriana, foi conferencista nas universidades de Sorbonne, Paris, e na de Toronto, Canadá. Secretário de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul de 2011 a 2014, é professor titular da Faculdade de Letras da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), onde também atua como coordenador-geral do DELFOS – Espaço de Documentação e Memória Cultural.

 

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