Clube de Leitura discute interpretações de “As miniaturas”, de Andréa del Fuego

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Segundo romance de Andréa del Fuego, “As miniaturas” foi o tema de discussão do Clube de Leitura da BVL, na quinta (30), em parceria com a editora Companhia das Letras. O livro se situa no limite entre realidade e o sonho, numa espécie de centro de triagem – o fictício edifício Midoro Filho. É por onde passam pessoas que estão prestes a entrar num sono profundo, mas perderam a capacidade de sonhar.

Os “oneiros” que atendem nesse prédio são facilitadores de sonhos e atuam sob regras bem rígidas. Além de receberem sempre as mesmas pessoas, eles não podem conhecer ou ter qualquer parentesco com os pacientes. É nesse contexto que um deles se vê diante do filho de uma de suas clientes, uma mulher abandonada pelo marido que sustenta a casa dirigindo táxi. Para ler os dois primeiros capítulos do livro, clique aqui.

Mediada pelo Fabrizio Cordeiro, bibliotecário da SP Leituras, o debate em torno do livro teve a participação de algumas novatas em clubes de leitura e de pelo menos uma blogueira de literatura. Por causa da natureza poética da narrativa e do clima kafkiano envolvendo a trama, houve muita discussão em torno das possíveis interpretações sobre o romance e seu desfecho.

A escritora Andréa del Fuego. Foto: Divulgação

A escritora Andréa del Fuego. Foto: Divulgação

“Gostei muito da obra”, disse Samantha Culceag, que participou pela primeira vez do Clube de Leitura da BVL. “Gosto bastante de obras que deixam espaço para o leitor interpretar.” Também estreante nesse formato, Thais Martins estudou burocracia e se interessou justamente pelo labirinto de situações criado pela autora dentro da estrutura do Edifício Midori Filho: “Foi o que me atraiu”.

Blogueira de literatura no site Mãe Literatura, Claudia Leonardi disse em sua apresentação que entrou no clube “para experimentar”: “Essa parceria com Cia vai ser muito bacana porque tem um leque muito grande de possibilidades. Gostei muito do livro, um dos mais doidos que li nos últimos tempos, porque te tira do lugar comum. Tem uma leitura fluida, mas não muito fácil. Te instiga, te cutuca”.

Para Monique Camargo, que disse estar gostando da experiência do “clube virtual”, o livro “foge muito do lugar comum”. “Fiquei curiosa, porque a última página me deixou atônita. Me deixou muito confusa a relação do filho e da mãe, que me pareceram faces de uma mesma moeda. Fiquei com vontade de participar para ver se alguém chegou à mesma conclusão!”.

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