Cantigas de roda de Villa-Lobos encantam o público

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A tarde do último sábado teve muita cantoria na BVL. O espetáculo “Ciranda do Villa”, que aconteceu nesta data para prestar homenagem ao aniversário do compositor Heitor Villa-Lobos (nascido em 5 de março de 1887), reuniu crianças e adultos atentos à história do pequeno Tuhu, o apelido de infância do músico.

Saber o significado da palavra “tuhu”, que em tupi quer dizer labareda, é uma pista para imaginar por onde esta história envereda. Tuhu é uma criança curiosa e sedenta por aventuras. A visita da Tia Fifina e sua trupe – Carlinhos, Manu e Tutuco, respectivamente, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Arthur Rubinstein – desperta nele o desejo de viajar, conhecer o mundo. Mas seus pais o impedem por considerá-lo pequeno demais. O consolo é uma viola, presente que recebe da tia.

O resto é o sonho de Tuhu, que embarca na imaginação e vai descobrindo as regiões, o folclore e os sons e cantigas do Brasil. O espetáculo é permeado por músicas conhecidas do público como Ciranda Cirandinha, Carneirinho Carneirão e Passa Passa. Na cena, entre os poucos objetos, se destacam várias malas, que indicam a viagem do menino.

O espetáculo é um convite para cantar junto com os atores. Foi o que aconteceu com as primas Letícia (fantasia de Batman) e Marcela (fantasia de Os Incríveis). De onde conheciam as cantigas de Villa-Lobos? “Cantamos essas músicas na escola e também ouvimos em CDs”, disse Letícia. Já Luiza, que estava acompanhada da mãe Verônica Tomás, gostou do espetáculo mas não sabia nenhuma das letras.

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