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#BVL5anos: moinhos de poesia se alimentam de matéria-prima invisível

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Numa tarde ensolarada, a mesa cheia de crianças, alguns adultos, tintas, pincéis, papelão e a pergunta: Quais são as coisas invisíveis que te alimentam? Motivada por esta provocação, Giovana, de 7 anos, rabiscou no papel um garrancho com a palavra “respeito”. Sua madrinha, Carla, de 32 anos, disse que o que a nutre é o carinho, o cafuné.

Esse foi o fio da meada que deu início à Oficina Moinhos de Poesia. Para esta única pergunta, muitas respostas. Os alimentos invisíveis, do ponto de vista dos participantes, podem ser o sol, a família, a música sertaneja e até mesmo um estádio de futebol.

“Esses são os disparadores poéticos do trabalho”, diz o coordenador da atividade, Lucas Lopes, professor na Escola Municipal de Iniciação Artística. Depois de pensar sobre o que nos alimenta simbolicamente, Lucas propõe a construção de moinhos de papelão. “Os moinhos tradicionais são alimentados pelo vento. E os nossos? Como podemos alimentá-los?”.

A oficina se desenrola em meio a questionamentos, misturando o fazer manual com a busca poética, numa vivência que provavelmente ficará guardada na memória.  O moinho, que cada um leva para casa, carrega a matéria-prima da alma.

 

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