Biblioterapia para doentes

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No Reino Unido, a prescrição de livros em vez de fármacos para tratar a depressão está se tornando cada vez mais comum. Além de ser mais barato, o método, conhecido como “Biblioterapia”, não acarreta efeitos secundários.

De acordo com alguns especialistas, a leitura pode ajudar os pacientes a superar as suas fragilidades emocionais.

O método, chamado de “Books on Prescription“, ou Prescrição de Livros, começou a ser utilizado oficialmente em junho de 2013 pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) e foi divulgado agora por Leah Price, pesquisadora e professora da Universidade de Harvard, no jornal The Boston Globe.

“Se o psicólogo ou psiquiatra diagnostica o paciente com depressão leve ou moderada, uma das opções é passar-lhe uma receita com um dos livros indicados”, explica.

E sendo uma prescrição – e não apenas uma recomendação – há que seguir as indicações do médico rigorosamente, depois de preparar a receita na biblioteca. Até porque não existem efeitos secundários: “Ao contrário dos fármacos, ler um livro não acarreta efeitos secundários como o ganho de peso, a diminuição do desejo sexual ou as náuseas”, ressalta Price.

Os livros são selecionados com base no conteúdo e no âmbito de programas de leitura desenhados para facilitar a recuperação de pacientes que sofram de doenças mentais ou distúrbios emocionais.

Ainda que não existam, por enquanto, números oficiais sobre a eficácia do método, a pesquisadora adianta que, só nos primeiros três meses do programa, foram feitas mais de 100 mil requisições dos livros recomendados.

Esta não é a primeira vez que o Serviço Nacional de Saúde britânico aposta neste tipo de programa. Uma outra iniciativa, denominada “The Reader Organisation“, ou Organização de Leitura, reúne pessoas desempregadas, reclusas, idosas ou apenas solitárias para que, juntas, leiam poemas e livros de ficção em voz alta.

Fonte: Jornalismo Porto Net

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