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Adriano Caldeira fala sobre sua experiência nas aulas online de xadrez

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Adriano Caldeira, professor de xadrez, que comandou as aulas online na página do Facebook da BVL e também na da Biblioteca de São Paulo, ficou bastante impressionado com a participação dos interessados pelo jogo nas atividades. E espera repetir a dose em breve (fique de olho em nossa programação de agosto sobre o tema)! Confira, a seguir, rápido bate-papo com o especialista no assunto:
O que achou, em especial, da participação de outros jogadores experientes nas aulas? Foi uma surpresa. Acredito que devido à excelente divulgação, muitos jogadores experientes tomaram conhecimento e prestigiaram esse evento online devido à sua importância para a divulgação e popularização do xadrez ainda mais no Brasil.
Esse mix de participações entre principiantes e quem já competiu até em torneios internacionais pode ser produtivo no aprendizado? A participação de Mestres e Grandes Mestres é uma grande motivação para aqueles que estão começando. Nem todos sabem onde e nem quando acontecem os torneios de xadrez, e por isso não têm a oportunidade de conhecer ou ter contato com as celebridades do meio. As aulas permitiram essa aproximação.
Neste tempo de isolamento/distanciamento social, o xadrez tem sido um companheiro para muitos, acredito. Como tem sido sua relação com o jogo neste período, em especial? Tem jogado mais, menos ou não tem feito diferença? O xadrez é jogado pela internet ha décadas. São muito comuns sites que ensinam e clubes virtuais de xadrez. Isso se deve ao fato de muitos enxadristas não terem com quem jogar pessoalmente, principalmente em pequenos centros. Alguns jogadores preferem jogar ao vivo, mas, neste período da pandemia, aumentou em progressão geométrica o número de torneios e atividades online, incluindo a procura por aulas de xadrez. Tanto professores quanto alunos precisaram se inteirar um pouco mais de como utilizar os recursos oferecidos pelas novas tecnologias. Pessoalmente, acredito que muitas dessas mudanças ficarão e vão refletir os avanços culturais resultados do nosso aprendizado nesse momento da história mundial.
Adriano Caldeira é mineiro e começou a jogar xadrez aos 11 anos de idade depois de ter aprendido com seu primo Marco Túlio. Aos 13 anos, venceu o Campeonato Brasileiro Infantil Sub 14 e representou o Brasil na IV Copa Mundial Infantil de Xadrez em Lomaz de Zamora, na Grande Buenos Aires, Argentina. Ele começou a Faculdade de Engenharia Elétrica na PUC Minas, mas, em 1992, aceitou uma proposta da Prefeitura Municipal de Bebedouro (SP) para trabalhar com xadrez e nunca mais parou na atividade. Passou, então, a se dedicar ao xadrez, tendo vencido – em cinco ocasiões – o Aberto do Brasil, evento equivalente à Copa do Brasil no futebol. Adriano tornou-seu MF (Mestre Fidei), da Federação Mundial de Xadrez. Adriano escreveu dois livros (“Para aprender e ensinar xadrez na escola” e “Mequinho – O xadrez de um grande mestre”), foi técnico da Delegação Brasileira de Menores e, atualmente, trabalha em clube de São Paulo como professor de xadrez, além de  administrar a plataforma de aulas online clubefox.com. Confira algumas de suas premiações:Campeão Brasileiro Sub 14 – São Paulo – 1984.
4º/6º – IV Copa Mundial Infantil de Xadrez – 1984.
Vice-campeão brasileiro sub 26 – Belo Horizonte – 1988.
Campeão Mineiro Absoluto – 1995 – 1997 – 1999.
Campeão Brasileiro Interclubes – Belo Horizonte – 1995.
Campeão Brasileiro Interclubes – Rio de Janeiro – 1997.
Campeão do Aberto do Brasil – Brasília – 1996; Jundiaí – 1998; Jundiaí – 2000; Ilha Solteira 2002.
Campeão dos Jogos Abertos do Interior de São Paulo – 2001 e 2010.
Campeão da Semifinal do Campeonato Brasileiro Absoluto – Parati – 2001.
Campeão da Semifinal do Campeonato Brasileiro Absoluto – Vitória – 2004. 
Importante lembrar que as aulas continuam disponíveis nas páginas do Facebook das duas bibliotecas. Importante lembrar que as aulas continuam disponíveis nas páginas do Facebook das duas bibliotecas. Para conferir, clique em BSP e BVL.
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