Ademir Assunção e seu “aviso aos aventureiros”

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O escritor, poeta, compositor, prosador, jornalista, Ademir Assunção, que escreve com o ouvido e lê com ritmo as sonoridades da palavra escrita, foi nosso convidado do Segundas Intenções de 10 de março.

De forma leve e descontraída, o bate-papo, mediado pelo jornalista Manuel da Costa Pinto, nos conduziu em uma viagem pela obra, interesses, infância e descobertas que marcaram a vida do escritor.

A leitura do prefácio da edição de 20 anos do livro LSD Nô mostra a reflexão sobre a escrita na vida de Ademir Assunção. “Foi quando ouvi Jimi Hendrix cantando Hey Joe, canção de Billy Roberts, num velho vinil de capa incandescente, que a centelha se tornou um incêndio. Pensei no ato, quero escrever com a mesma eletricidade com que Hendrix toca essa guitarra.”    

Com quase 40 anos de “dedicação à arte da palavra”, Ademir se sente essencialmente poeta. Todos os envolvimentos que teve com a escrita, que vão do jornalismo cultural à música, surgiram da poesia. E deixou uma dica para nós, amantes da leitura, ao se referir ao poeta Robert Frost, um dos mais importantes poetas norte-americano. Ademir teve contato com a obra de Frost em um momento decisivo de sua vida em que, ainda jovem, desistiu de cursar faculdade de engenharia para fazer jornalismo. A poesia e a literatura começaram a fazer sentido.

Durante a conversa foi possível ter a dimensão da criatividade e da paixão que Ademir tem pela arte. Poesia concreta, músicas, declamações, parcerias com grandes compositores, matérias jornalísticas, romances, nomes de personagens inusitados, contos e causos são alguns dos exemplos que despertaram curiosidade e vontade de conhecer mais sobre seu trabalho.

Se quiser se aventurar pelos textos de Ademir Assunção, confira esta listinha com seus livros e CD’s:

  • Parapsicologia da Decomposição (plaquete), poesia, Espectro Editorial (2017).
  • Ninguém na Praia Brava, romance, Editora Patuá (2016).
  • Pig Brother, romance, Editora Patuá (2015).
  • Até Nenhum Lugar, romance, Editora Patuá (2015).
  • Viralatas de Córdoba, Zona Branca Rebeliões Artísticas (2013).
  • O Caio e o Cuio, infantil, Aaatchim! Editorial (2013).
  • Faróis no Caos, entrevistas, Sesc Edições (2012).
  • A Voz do Ventríloquo, poesia, Edith Editorial (2012).
  • Tempo Instável na Tarde dos Anjos Desolados, poesia, edição do Centro Cultural São Paulo (2011).
  • A Musa Chapada, poesia, em parceria com Antonio Vicente Pietroforte e Carlos Carah, editora Demônio Negro (2008).
  • Rebelião na Zona Fantasma, Zona Branca Rebeliões Artísticas (2005).
  • Adorável Criatura Frankenstein, romance, Ateliê Editorial (2003).
  • Zona Branca, poesia, editora Altana (2001).
  • Cinemitologias, prosa poética, editora Ciência do Acidente (1998).
  • A Máquina Peluda, contos, Ateliê Editorial (1997).
  • LSD Nô, poesia, editora Iluminuras (1994).

 

 

 

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