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Poeta português por excelência, Fernando Pessoa faria 132 anos neste sábado

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Fernando Pessoa em Lisboa. Foto: Reprodução/ Casa de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa em Lisboa. Foto: Reprodução/ Casa de Fernando Pessoa

O 13 de junho é Dia de Santo Antônio na tradição católica, ou um “santo dia profano” nos versos de Fernando Pessoa, poeta português que nasceu nesta data há 132 anos. Do Largo de São Carlos, em Lisboa, Pessoa cresceu, se multiplicou e se tornou um dos grandes nomes da literatura portuguesa. Ele mesmo e seus heterônimos, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, criaram uma obra monumental que superou as fronteiras de Portugal.

“Santo António” (primeira estrofe)

Nasci exatamente no teu dia —

Treze de Junho, quente de alegria,

Citadino, bucólico e humano,

Onde até esses cravos de papel

Que têm uma bandeira em pé quebrado

Sabem rir…

Santo dia profano

Cuja luz sabe a mel

Sobre o chão de bom vinho derramado!

Pessoa começou cedo, aos 7 anos, quando escreveu o seu primeiro poema. Em português, claro. Porque, pouco tempo depois, em 1901, aos 13 anos, compôs seus primeiros versos em inglês. Mais tarde, escreveria em francês, também. Começou pela poesia, mas também se aventurou pelas notícias, charadas e anedotas que escreveu para o seu jornal, “O Palrador”, em que exercitou pela primeira vez, ainda muito jovem, a heteronímia que caracteriza sua obra.

Já adulto, escreveu ensaios, peças de teatro, correspondências, romances policiais, foi inventor, crítico literário e redator publicitário – além de estudar astrologia. Para ele, ser poeta e escritor não era vocação, e não uma profissão. Apesar de ser “correspondente estrangeiro em casas comerciais”, redigindo cartas em outras línguas, também esteve ligado a projetos editoriais e revistas literárias, como a “Orpheu”, a “Athena” e a editora Íbis.

Ele viveu apenas 47 anos. Suas últimas palavras foram escritas em inglês, à lápism na véspera da sua morte: “I know not what tomorrow will bring” (ão sei o que o amanhã trará). Morreu no dia 30 de novembro de 1935, na mesma Lisboa em que nasceu e que foi cenário de muitos de seus poemas e outros escritos. É onde encontram-se os seus papéis, depositados na http://www.bnportugal.gov.pt/. Sua biblioteca particular está depositada na Casa Fernando Pessoa, disponível para consulta online.

As bibliotecas de São Paulo e Parque Villa-Lobos têm em seu acervo vários volumes de Fernando Pessoa. É importante lembrar que, devido às medidas para contenção da pandemia do novo coronavírus, ambas as bibliotecas estão com atividades presenciais suspensas.

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